por Breno Lucano
Estamos no século XVI. Os partidários do Livre Espírito dão seus últimos suspiros com Elói de Pruystinck, que lê são Paulo a seu modo. Todos conhecem a famosa sentença "não fazer aos outros o que não quer que os outros o façam". Essa moral negativa necessitava de uma inversão, de vivacidade nova, construindo um imperativo categórico hedonista: fazer ao outro aquilo que esperamos que ele nos faça. Revolução radical!
Aqui se encontra a nobreza da idéia, pois que cada um quer fruir e nunca sofrer. De tal modo que, fazendo ao outro o que se espera para si, faz-se fruição e evitação da dor. Elói constrói dessa forma uma autêntica ética do júbilo.


